_edited.jpg)
.jpeg)
As obras desta pesquisa foram produzidas a partir de moldes em alginato das minhas mãos e dedos, a partir dos quais criei esculturas em gesso, posteriormente pintadas com tinta acrílica e esmalte. Este procedimento possibilita a reprodução detalhada das formas corporais, que, ao serem reorganizadas, resultam em objetos que fragmentam e alteram a anatomia humana. A obra “Anamórfica” é constituída por duas mãos conectadas pelo pulso, formando uma figura completa, um corpo autônomo. As mãos não são imagens simétricas, apresentando posições distintas. As veias translúcidas conectam as extremidades, evidenciando a continuidade entre as partes e a formação de um objeto independente. A lógica segue no trabalho “Minhoca”: dois dedos unidos pelo meio e virados em direções opostas. A escultura “Vão-se os anéis, ficam os dedos” apresenta um pedaço de dedo avulso exposto em uma caixa de anel de veludo preta aberta. Neste trabalho, diferente dos dois anteriores, a figura humana aparece como parte de um todo, e não como um novo corpo completo em si mesmo.A reconfiguração da anatomia humana nestas obras pode dialogar com o conceito conhecido como “vale da estranheza”, no qual o cérebro humano percebe uma dissonância entre a aparência realista e a estrutura anatômica impossível ou distorcida.
Anamórfica, 2026
Gesso, tinta acrílica, esmalte de unha e almofada de veludo vermelho
40 x 40 x 17 cm

Minhoca, 2026
Gesso, tinta acrílica e esmalte de unha
7 x 2 x 2 cm

Minhoca, 2026 (outro ângulo)

Vão-se os anéis, ficam os dedos, 2026
Gesso, tinta acrílica, caixa de anéis de veludo preto e esmalte de unha
7 x 8,5 x 8,5 cm
_edited.jpg)
Vão-se os anéis, ficam os dedos, 2026 (outro ângulo)